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20 de agosto de 2019

Não tenha medo de errar


O professor Hely Branco de inglês tem uma dica de ouro para você que quer aprender, basicamente, qualquer coisa! Confira o texto:

Aprender um novo idioma não é uma tarefa simples. Mais que uma forma de se comunicar, idiomas são formas de expressar ideias, seja sobre o mundo ou sobre si mesmo. Refletem formas de pensar distintas, que evoluíram por séculos, refletindo diversos aspectos culturais e históricos da região onde surgiram. Cada idioma requer um raciocínio próprio e singular, que requer horas e mais horas de prática para ser entendido e usado.

Diversas coisas ajudam no processo de aprendizado de um idioma. Imersão definitivamente é uma delas. Pergunte a um professor de línguas, e ele recomendará que você use o idioma o quanto puder. Leia, veja filmes, ouça música; usar o idioma no dia a dia é fundamental. Prática leva a perfeição, e com idiomas não é diferente. Ao usar a língua no dia a dia, o vocabulário, que num primeiro momento parecia estranho e complicado, torna-se natural.

Imersão sozinha não basta. Mais que replicar expressões prontas, é necessário aprender a raciocinar na nova língua. Desde a sua construção mais básica, cada idioma tem uma lógica interna própria, que reflete sua origem e evolução.

Tomemos o inglês como exemplo. Tal como outros idiomas ocidentais, ele tem grande foco no sujeito. “I read a book” pode ser substituído por “I read”, e a frase contínua fazendo sentido. Porém, tire o sujeito e a frase resultante, “read a book”, soa estranha. Agora pensemos em um idioma oriental, japonês. Lá o sujeito é a parte menos importante, muitas vezes subentendido por contexto. “私は本を読む”(watashi wa hon wo yomu). “Eu leio um livro”. Tirando o sujeito, “私” (watashi), a frase continua com o mesmo sentido; “本を読む”(hon wo yomu) ainda significa “Eu leio um livro”. O sujeito é implícito no contexto, e só mudará se for explicitado durante a conversa. Aprender essa lógica é fundamental, ou como muitas vezes é dito, é necessário aprender a pensar no novo idioma. Não traduza a frase no seu idioma, mas sim pense na língua sendo aprendida.

Porém há algo mais importante, que faz parte de todas as etapas do processo de aprendizado. Essa talvez seja a ferramenta mais importante ao se aprender algo novo, seja um idioma, uma nova habilidade, o que for. E é: cometa erros. Sem medo, sem frescura, cometa erros. Não tenha medo de tentar se expressar, mesmo que acabe cometendo um erro enorme e grotesco no processo. A conversa talvez pare para todos olharem para você com expressões de profunda reprovação? Talvez. Isso deve lhe impedir de tentar? Não, de forma alguma. Só se aprende por meio da tentativa, e cometer erros durante o aprendizado é natural; afinal, você está aprendendo, então por que não poderia cometer erros? Fale, se arrisque, e erre. E mais importante: aprenda com os erros. Veja o que deu certo, o que não deu, e continue experimentando. E cometendo grandes e gloriosos erros.

 

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