Gestão de Empresas

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gestao
6 de abril de 2017

Quais posturas abandonar na escalada rumo à gestão?


O bom funcionário nem sempre é o melhor gestor e entender essa diferença é crucial

Em terra de empreendedor, quem sabe gerir um negócio com maestria é rei. A aventura da gestão, por outro lado, é cercada de desafios, cuja singularidade é, geralmente, conhecida apenas por quem já passou pela experiência de estar à frente da empresa. Talvez essa seja uma das razões pelas quais muitos funcionários apontem as posturas que desaprovam em seus superiores com tanta veemência. Mas e se forem eles os responsáveis por gerenciar toda a equipe?

 

Essa migração é mais comum do que se imagina e estar preparado para ela pode determinar o êxito – ou não – da empresa. Professor do Curso de Empreendedorismo e Inovação do Centro Europeu, Augusto Köech é empresário e já passou por essa transição. “Quando você vivencia a pressão, pode fazer, inconscientemente, aquilo que criticava. Lembro que, como funcionário, era comum reclamar do estresse que parecia sempre envolver o gestor. Depois descobri que isso é natural quando se tem tamanha responsabilidade e o segredo é saber lidar com essas questões todas”, aconselha.

 

Na tarefa de gerir uma empresa, Augusto destaca a importância de algumas posturas serem abandonadas para garantir a sintonia da equipe e a fluência dos negócios. “Um ‘não’ dado por mera autoridade da chefia pode gerar insatisfação por anos, por isso é fundamental ser maleável e ter bom senso, mas sem perder a firmeza. Sou totalmente avesso à grosseria gratuita, mas vale lembrar que a hierarquia exige pulso firme. Sempre com polidez no trato com o outro, é claro”, esclarece.

 

Encontrar esse equilíbrio é tarefa para poucos, especialmente em meio à vitimização dos funcionários, promovida, em muitos casos, por eles mesmos sem que se deem conta. “Tem de haver compromisso e transparência. Se uma função for delegada a você e não for possível completa-la, é preciso comunicar de imediato a falha ao superior, de preferência com uma solução já indicada. As pessoas têm receio de contar as falhas, mas é preciso ter maturidade profissional para pensar no objetivo comum à empresa”, orienta Augusto.

 

Ele pondera, contudo, que tal senso de discernimento também deve recair nos ombros do gestor, que precisa ser capaz de se enxergar como um sujeito passível de erros e críticas. “Ser líder é promover o crescimento da equipe como um todo, por isso a ideia do chefe que manda por saber mais é tão equivocada. Ele só está em uma posição alta e são os funcionários que têm a visão do campo de batalha. Olhar de cima e cobrar por resultados não é mero capricho do gestor, mas ele deve estar pronto para receber críticas e sugestões e, sobretudo, deve saber parabenizar boas iniciativas”, sublinha.

 

Para o professor, cultivar preocupações como essas constrói um elo de sinergia, confiança e transparência entre cada integrante da empresa, vínculo ideal para sustentar os negócios em momentos de crise, por exemplo. “É também imprescindível para o gestor ter a percepção aguçada para identificar cada tipo de profissional. Alguns precisam de mais cobrança ou mais motivação do que outros e ter essa compreensão é vital”, completa.

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