Restauro

Compartilhe

0
Shares
0 0 0 0
como-preservar-a-essencia-de-um-espaco-durante-a-restauracao_divulgacao
27 de abril de 2017

Como preservar a essência de um espaço durante a restauração


Além da identidade do local, questões de segurança também devem ser priorizadas

Por fora, o edifício inspira uma atmosfera histórica que atrai olhares e motiva registros fotográficos mesmo de olhares que não são estrangeiros. Por dentro, porém, o reflexo das décadas é evidente nas rachaduras das paredes e na coloração dos revestimentos. Qual a maneira ideal de ocupar esse ambiente com segurança, mas sem tirar o brilho monumental da construção?

 

Conforme a supervisora do Curso de Restauro – Fundamentos para Conservação e Restauração de Edifícios e Obras de Arte do Centro Europeu, Rosina Parchen, a restauração nada mais é do que a necessidade de intervenções que irão, justamente, resgatar a originalidade perdida ao longo do tempo. “Em um segundo momento, uma das principais ações sobre o edifício antigo será colocá-lo em segurança quanto à estrutura e às instalações, sejam elas elétricas, hidráulicas e de incêndio. Elas deverão ser totalmente novas e atender às legislações vigentes”, explica.

 

Nesse sentido, o projeto de restauração deve considerar dos materiais utilizados para a recuperação, às adequações dos espaços internos ou externos, como a supressão de paredes e aberturas de vãos, portas e janelas. “Tudo isso e muitos outros elementos deverão ser cuidadosamente estudados e projetados para valorizar e colocar o edifício antigo, com a sua personalidade e carga histórica, novamente na vida contemporânea das cidades”, sublinha.

 

Um dos caminhos para preservar as peculiaridades da construção é observar os materiais das peças que precisam ser substituídas em virtude de desgastes ou mesmo de infestações de insetos. Segundo Rosina, caso seja detectada a necessidade de, por exemplo, substituir toda a estrutura da cobertura, a escolha deve priorizar telhas de materiais similares aos originais. “O ideal é evitar a troca de material de madeira para metal, por exemplo. Isto só será adotado em casos extremos e conforme a proteção do edifício”, ressalva. Os cuidados se estendem às esquadrias e aos pisos, que podem ser submetidos a tratamentos específicos para não terem seus materiais modificados.

 

Em qualquer um dos casos, conforme explica a supervisora, a busca é sempre pela menor interferência possível. “Por isso os projetos de restauração devem ser de responsabilidade de arquiteto com conhecimento apropriado a intervir em edifícios históricos”, completa. Por essa perspectiva, Rosina salienta a importância de se compreender que cada edifício carrega características próprias que remontam à época da construção, seja pelos materiais adotados, seja pela linguagem arquitetônica. “A autoria do projeto e os fatos aos quais ele está relacionado também são relevantes. Tudo isso compõe a essência do edifício, que deve nortear as intervenções para a sua recuperação”, conclui.

 

Esse olhar técnico de zelo para preservar a memória é um dos elementos abordados nas aulas do curso de Restauro – Fundamentos para Conservação e Restauração de Edifícios e Obras de Arte do Centro Europeu. Aproveite e garanta já a sua vaga!

Compartilhe:


Deixe seu comentário