Turismo

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thais
17 de janeiro de 2019

Por que viajar e fotografar pessoas?


Por Thais Scharfenberg

A fotografia é uma forma de se comunicar. E não importa em qual lugar do mundo, todos temos uma história pra contar.

Quando ultrapassamos as barreiras do nosso entorno, das cenas e lugares que se repetem frente aos nossos olhos todos os dias, abrimos uma oportunidade para superar nosso ego. Ao entrarmos em contato com diferentes pessoas e lugares através da lente de uma câmera, nos tornamos aquelas pessoas que já viram tanto, viveram tantas coisas, que as mesquinharias do dia a dia acabam não tendo mais importância.

Fotografando pessoas e rostos, dos mais diversos, aprendemos a olhar o mundo com os olhos do mundo, alcançamos um olhar com menos névoa e que enxerga mais a alma e a essência de quem está do outro lado da máquina.

É claro que para isso precisamos sair das nossas caixinhas e não nos escondermos por detrás da câmera. Também não podemos deixar os momentos acabarem com o apertar de um botão. É preciso dialogar, caminhar, conhecer, explorar e estar aberto para que a mudança interna aconteça junto com o click. É preciso sair do óbvio. Seguir os instintos.

O mundo é maior do que a gente imagina. As pessoas são melhores do que a gente imagina. As pessoas têm muito mais em comum, como humanas, do que diferenças. Atrás de uma foto encontramos necessidades em comum que se expressam de diferentes maneiras de acordo com a cultura.

A fotografia ajuda a fechar os espaços do desconhecido. Em um mundo de ritmo tão acelerado, uma imagem é muito importante. Muitas vezes basta o olhar para uma imagem para nosso dia levar um chacoalhão. Quem dirá uma imagem contendo o olhar do outro em nós.

E quanto mais longínquas as terras dos rostos que fotografamos, mais lugares nos fazem nos sentir em casa. Mais nos tornamos cidadãos do mundo. Desenvolvemos empatia e cuidado pela condição humana a cada nova face descoberta.

Enxergando o outro, enxergamos melhor o mundo. Enxergando o mundo, também enxergamos melhor o que está perto, até chegarmos ao ponto de enxergarmos melhor a nós mesmos.

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