Etiqueta e Comportamento Corporativo

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22 de março de 2017

Não subestime o tímido da sua empresa. Ele pode ter algo a dizer


Saber identificar o perfil de cada funcionário é um grande trunfo para os gestores

Atire a primeira pedra quem nunca se encantou pela maneira de falar de outra pessoa. O teor do discurso até poderia ser convencional ou pouco composto por elementos inusitados, mas a habilidade de transmiti-lo se revelou envolvente, convidativa e carismática. Ao contrário do que se imagina, porém, o dom da oratória extrapola o campo das vendas, da política ou mesmo das palestras e denuncia seu potencial também em outras esferas da vida. Dentro das corporações não poderia ser diferente. Como lidar com a timidez dentro da empresa?

 

Conforme a supervisora do curso de Etiqueta e Comportamento Corporativo do Centro Europeu, Silmara Adad, a desenvoltura em se comunicar oralmente é uma grande cobrança social há décadas. “Somos muito visuais e por isso queremos pessoas extrovertidas. A fala sempre foi um recurso poderoso nesse sentido. Mas ter conteúdo também é fundamental e é aí que entra o tímido”, explica.

 

Sou tímido. E agora?

Segundo Silmara, os introvertidos mostram capacidades únicas que, quando detectadas, podem ser de muita utilidade às empresas. “Por observar mais, ele filtra melhor tudo o que acontece ao redor e quando fala tende a ser mais pontual e objetivo. Essa análise é muito rica e costuma trazer dados e informações pertinentes”, explica. A sensibilidade apurada é outro ponto forte destacado por ela. “Por não gostarem de exposição, eles evitam fazer o mesmo com o outro. Esse dom, somado ao da observação, pode revelar um excelente gestor ou até mesmo líder de equipe”, salienta.

 

Com base nessas percepções, Silmara dá algumas alternativas aos mais reservados. “Acredito que o tímido pode até se esforçar, mas dificilmente terá um bom desempenho na área comercial, por exemplo. Não se trata de competência, mas de estar à vontade na linha de frente da empresa. Por outro lado, eles costumam se envolver com a parte mais estratégica de leituras e análises”, diferencia. No entanto, a especialista pondera que, dentro ou fora da corporação, cada perfil tem seu espaço. “Tímido e extrovertido se completam. Ao passo que os expansivos abrem alas e podem se destacar em um primeiro momento, quem é reservado consegue enriquecer discussões”, compara.

 

É justamente nesse entendimento que reside a importância do papel do gestor, que deve observar a congruência entre funcionário e função exercida e, se preciso, atuar na realocação.  “Hoje, há ferramentas de recursos humanos que mapeiam as características do funcionário. Também é importante estar aberto a ouvir e perceber indícios da postura não verbal”, exemplifica Silmara. Ao colaborador que deseja refinar suas habilidades de comunicação por conta própria, o primeiro passo é reconhecer a real necessidade disso. “Se for algo que precisa ser melhorado, um caminho são os cursos de teatro, interessantes pela possibilidade de exteriorizar sem receio de julgamentos, o que é o grande medo do tímido. A linha terapêutica também é procurada para entender a origem da introspecção e enxerga-la como característica e não defeito”, cita.

 

Compreender o outro e a si mesmo é um atributo cada vez mais vital no universo corporativo. No Centro Europeu, o curso de Etiqueta e Comportamento Corporativo lança luz sobre análises aprofundadas como essas. Aos interessados em entender esses conceitos, as matrículas estão abertas e a nova turma começa as aulas em 29 de março.

 

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