Empreendedorismo

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ronaldo
9 de março de 2017

Design Thinking: Cocriação entre áreas distintas pode favorecer os negócios


Para o diretor geral do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri, o design thinking também contribui para a formação pessoal do candidato

 

A palavra de ordem é empreender. Para alguns, ter êxito nessa empreitada desafiadora significa lançar mão de atributos específicos, como visão inovadora e assertividade na tomada de decisões. A outros, o respaldo técnico e financeiro se revela superior no momento de abrir e gerenciar o próprio negócio. O trunfo, contudo, pode recair, justamente, em saber encontrar o equilíbrio entre esses dois grupos de características.

 

Conforme esclarece o diretor geral do Centro Europeu, Ronaldo Cavalheri, a atual conjuntura da sociedade valoriza mais as competências sociais para um desempate entre currículos do que o conhecimento técnico em si. O mesmo vale para a ânsia em empreender. “Mais do que a técnica, o profissional que almeja ser considerado inovador em qualquer área precisa desenvolver as chamadas soft skills, também conhecidas por habilidades do século XXI”, completa. Dentro dessa vertente estão a criatividade, a capacidade de interagir com pessoas e com as tecnologias digitais, o espírito colaborativo e empreendedor e, por fim o anseio em solucionar problemas.

 

Tão desafiador quanto manter-se inovador é exercitar atributos como esses. Para isso, Ronaldo sugere o envolvimento com projetos diferentes e a criação de uma rede de conexões com profissionais de outras áreas. Em linhas gerais, a regra é sair da zona de conforto, sem receio de mergulhar em universos desconhecidos. “Além disso, para desenvolver as competências comportamentais, também é possível recorrer a ferramentas como o design thinking”, orienta.

 

Alicerçada, justamente, na cocriação entre sujeitos de áreas distintas motivados em solucionar o mesmo problema, a metodologia se divide em cinco etapas:

 

Descoberta

Nessa fase inicial, o ideal é que o terreno seja reconhecido. Isso significa aprofundar no problema, conhecendo a fundo o teor do problema com o qual se lida.

 

Interpretação

Problema reconhecido, é hora de partir para o seu refinamento, de modo a delimitar suas fronteiras.

 

Ideação

Na sequência, a preocupação deve ser depositada na busca por possíveis soluções. Vale lembrar que, mais do que propiciar o surgimento de ideias de qualidade, o propósito dessa fase é a quantidade de insights. O choque de ideias, popularmente conhecido por brainstorm, é ainda mais frutífero quando envolve várias áreas.

 

Prototipação

Eleita a ideia com a qual se deseja trabalhar, se inicia o desenho de um modelo, um protótipo. Seja por meio de um aplicativo ou uma encenação, a proposta é validar a solução e até que ponto ela atende as necessidades estabelecidas na primeira e segunda etapas.

 

Evolução

Como qualquer processo de criação, a última fase é destinada a aplicação de ajustes para melhoria do produto final.

 

Metodologias como essas colocam em cheque as competências individuais. Conforme Ronaldo, porém, ignorar a técnica não é uma decisão sensata. “O profissional inovador é aquele conectado, que busca desenvolver suas habilidades técnicas e comportamentais. Essa também é a preocupação do Centro Europeu. Na formação de qualquer curso, preparamos os alunos para se atentarem às necessidades do futuro e atuarem em um mercado cada vez mais competitivo”, finaliza.

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