Restauro

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14 de março de 2017

A importância de saber preservar a memória de objetos e espaços


Identificar o valor afetivo de cada artefato é o primeiro passo em busca da conservação

Uma história não mora apenas nas páginas de livros ou nos frames de filmes. Quando os personagens do enredo são pessoas comuns, essas possibilidades são ainda mais abrangentes. Detalhes por vezes imperceptíveis no dia a dia, como uma cristaleira antiga ou uma fotografia de família enquadrada contam, por si só, trajetórias inteiras, guardando segredos e significados muito particulares.

De acordo com a supervisora do Curso de Restauro – Fundamentos para Conservação e Restauração de Edifícios e Obras de Arte do Centro Europeu, Rosina Parchen, a memória embutida em cada ambiente brota da própria relação sentimental estabelecida com os artefatos que compõem esse espaço. Por serem mais palpáveis, esses bens remetem a momentos específicos, circunstância que os tornam parte da memória. “Objetos ou artefatos são aqueles bens que acumulamos durante a vida. Assim é, por exemplo, com uma tela herdada do avô ou um jogo de talheres que pertenceu à casa do nosso pai. Tudo se relaciona a algum fato da vida com uma carga emocional maior ou menor. Isto é memória, é afeto, é Patrimônio”, associa.

 

Rosina explica ainda que, essa relação afetiva, se estende às ruas, casas, praças, cidades, e edifícios de um modo geral. “Porém, nem tudo se preserva ou se protege, até mesmo porque é comum ao ser humano a mudança, a troca, o novo. E isto está cada vez mais se enraizando na cabeça das pessoas”, ressalva. Com base nesse consenso de substituir o obsoleto, a decisão por conservar ou não um espaço parte, justamente, do entendimento daquele lugar ou ambiente como um conjunto de aspectos cujas estruturas e características estejam intactas. “E isso deve ser mantido para que gerações futuras conheçam o testemunho de determinada cultura e determinado tempo. Porém, é possível e, às vezes, até necessário inserir adequações contemporâneas às estruturas mais antigas. É uma maneira de reinseri-las à vida novamente”, pondera.

 

Mais do que acreditar ter identificado a necessidade de intervir em uma área como essa, é imprescindível, segundo Rosina, recorrer ao olhar de especialistas no ramo. “Os critérios adotados para a recuperação, restauração e intervenção em edifícios ou em áreas de valor cultural, chamadas de ‘históricas’, têm fundamento em teorias, conceitos e cartas internacionais de preservação. A preservação, a conservação e a restauração são ações próprias de profissionais especializados e que atuam para proteger, recuperar e dar vida aos componentes de nosso Patrimônio Cultural”, conclui.

 

O Curso de Restauro – Fundamentos para Conservação e Restauração de Edifícios e Obras de Arte do Centro Europeu dá esse respaldo técnico aos interessados em preservar a cultura e história por meio da restauração. Além da teoria, o curso também abarca as experiências práticas de profissionais atuantes nesse nicho do mercado.

 

 

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